sábado, 15 de outubro de 2011

Rio de Janeiro : Polícia diz que peça achada no prédio pode esclarecer explosão no Rio .




Funcionários da empresa contratada pela prefeitura para fazer a remoção dos escombros do prédio onde funcionava orestaurante Filé Carioca, que explodiu na última quinta-feira (13), na Praça Tiradentes, no Centro do Rio, encontraram neste sábado (15), no subsolo do edifício, o pedaço de uma mangueira atada a uma válvula que pertenceria a um cilindro de gás. De acordo com o delegado Antônio Bonfim, da 5ª DP (Mem de Sá), o material pode ajudar a esclarecer o vazamento, já que a mangueira estava envolvida em fita isolante.
“Isso pode ser um indício do vazamento de gás. Essa mangueira se encaixa exatamente no pedaço de cilindro que foi encontrado a cerca de 30 metros do restaurante, no dia da explosão, segundo o perito que acompanha a remoção. Como o pedaço da mangueira está envolvido em fita isolante, isso fortalece a tese do vazamento de gás”, disse o delegado.
A assessoria de imprensa da empresa fabricante da mangueira garantiu que o material é utilizado em botijões de 13 quilos, e não em cilindros.
HDs e cilindros
Além deste material, os operários também encontraram quatro discos rígidos (HDs) de computdores nos escombros, no subsolo do prédio. Mas segundo Bonfim, como havia uma lan house nas imediações, o material será encaminhado para análise para saber se algum deles era do restaurante e contém as imagens do circuito interno do estabelecimento.
“Todo o material encontrado no prédio está sendo encaminhado à perícia. Fiz questão de ir ao local para orientar o pessoal a catalogar tudo o que for encontrado no subsolo, com local e posição, para sabermos se o material é do restaurante ou de outra loja do prédio”, acrescentou o delegado.
No início da noite deste sábado, seis cilindros de gás também foram encontrados no subsolo do restaurante, na parte da frente do prédio. Segundo o delegado, um deles está vazando e um perito especializado em explosivos vai avaliar se foi esta a causa da explosão.
"Tem que pesar também os bujões, para saber qual a quantidade de gás que vazou e se essa quantidade era suficiente para uma explosão dessa magnitude", esclareceu o delegado.
O advogado do dono do restaurante informou que nenhum funcionário fazia a troca do gás e que os cilindros foram recarregados pela empresa SHV Gás, dois dias antes da explosão. A polícia vai convocar representantes da empresa para depor.
A assessoria de impresa da empresa informou que a manutenção é de responsabilidade do consumidor.
Proprietário vai depor na segunda-feiradono do restaurante Filé Carioca só vai prestar depoimento na próxima segunda-feira(17), na 5ª DP (Men de Sá), conforme informou neste sábado (15) o delegado Bonfim. Segundo ele, surgiram novos elementos que precisam ser explicados, como a existência de gravações de imagens do circuito interno do restaurante e de recarga e manutenção do sistema de gás do recinto.
De acordo com o delegado, as imagens estão no disco rígido do computador, sob os escombros do prédio. Elas poderão ajudar a entender o que aconteceu no restaurante. Ainda segundo Bonfim, o dono do restaurante conseguia ver de casa o que acontecia no estabelecimento, mas não tinha como gravar as imagens de lá.
Costelas quebradas
O advogado do dono do restaurante, Bruno Castro, esteve na delegacia na tarde de sábado e informou que seu cliente ainda está muito abalado, sendo acompanhado por um médico. O irmão do proprietário, que era gerente do restaurante, teve fratura de costelas e também deverá prestar depoimento na próxima segunda.
"Meu cliente ainda está debilitado, mas virá à delegacia na segunda. O gerente, que está com as costelas quebradas, está com dificuldades para se locomover, mas faremos o possível para que ele também venha depor. Ele contou que, ao chegar ao restaurante, encontrou a porta aberta e luzes apagadas, que não havia ninguém lá dentro por causa do cheiro de gás, e que ao se abaixar para pegar um banco para ligar a chave geral do restaurante, tudo explodiu. No momento da explosão, ele estava abaixado atrás do balcão. As imagens ficam gravadas no computador, que fica no restaurante. A empresa do circuito interno não grava essas imagens", disse o advogado.

Nenhum comentário:

Postar um comentário