sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Advogado de dono de restaurante que explodiu admite que local abrigava seis cilindros de gás .


O advogado do proprietário do Filé Carioca, que explodiu nesta quinta-feira (13), Bruno Castro, admitiu que o estabelecimento mantinha seis cilindros de gás GLP (gás liquefeito de petróleo), que era proibido no prédio. A principal suspeita é de que um vazamento de gás dos cilindros, que ficavam no subsolo do edifício, tenha causado a explosão, que deixou três mortos e 17 feridos.

- O Corpo de Bombeiros jamais foi verificar a situação do restaurante e a prefeitura nunca tocou no assunto. Ela sabia que era um restaurante e precisava de gás para funcionar.

Castro disse que os botijões encontrados no dia do acidente não eram do Filé Carioca. Ainda segundo o defensor, nenhum órgão fiscalizador exigiu que esse sistema fosse alterado. Em relação aos alvarás provisórios desde 2008, quando o restaurante foi criado, Castro diz que isso não significa que o comércio funcionava de modo irregular.

- Toda vez que prefeitura tinha alguma exigência, o dono a atendia. Se houvesse um risco imenso, a prefeitura não autorizaria.

Para dar exemplo, o advogado disse que o restaurante chegou a ser multado recentemente. O estabelecimento foi multado por causa do toldo, que pendia sobre a calçada, e sobre a necessidade de água quente para os recipientes de saladas.

- Todas as exigências foram atendidas.
O dono do restaurante, Carlos Rogério do Amaral, passou mal após a explosão e foi liberado do hospital na noite de quinta-feira. Ele e seu irmão, que também trabalhava no estabelecimento e teve uma das pernas ferida, devem prestar depoimento neste sábado (15). No entanto, o advogado disse não saber se ele terá condições de comparecer à delegacia, já que ainda está sendo medicado por conta de seu estado de saúde.
- Vai depender da condição mental do dono.

Já os delegados da 5ª Delegacia de Polícia (Mem de Sá), Alcides Alves e Antonio Bonfim, a data do depoimento de ambos continua marcada para este sábado. Na quinta, Bonfim afirmou que o dono do estabelecimento pode ser indiciado por homicídio com dolo eventual (quando se assume o risco pela morte).

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