Ele não deu declarações à imprensa, mas o delegado do caso, Antônio Bonfim, afirmou que em depoimento, Amaral atribuiu a culpa do acidente --supostamente causada por um vazamento de gás-- à empresa SHV, que segundo ele, era responsável pela manutenção dos botijões do estabelecimento.
A explosão no restaurante ocorreu por volta das 7h de quinta-feira e provocou a morte de três pessoas. As vítimas foram Severino Antônio de Mendonça, 45, o cozinheiro-chefe do estabelecimento; Josimar Barros, 20, o sushiman, e um jovem de 19 anos identificado como Matheus Maio, universitário que trabalhava em uma agência do Bradesco nos arredores do local. Três feridos permanecem em estado grave.
"Um dos pontos mais importantes do depoimento foi que o dono do restaurante passou toda a responsabilidade da explosão para a prestadora de serviço. Todo o vazamento de gás e a troca dos botijões, de acordo com ele, eram de responsabilidade da SHV", disse Bonfim. A empresa deve ser chamada para depor.
O delegado afirmou ainda que o dono do restaurante apresentou alguns documentos que comprovaram que a empresa esteve no restaurante no último dia 1º, por volta das 16h, para fazer a troca do gás. O dono, ainda segundo o delegado, também garantiu que a SHV tinha exclusividade nesse tipo de serviço e que os cilindros de gás eram de propriedade da empresa e o restaurante apenas alugava os botijões.
No dia da explosão, o delegado já adiantou que o dono do restaurante deveria responder "no mínimo, por homicídio culposo". .
Laudo proibia uso de gás
Segundo laudo dos bombeiros emitido em 2010, o local era proibido de usar qualquer tipo de gás por falta de adequação em sua estrutura. Questionado pelos jornalistas se o dono do restaurante comentou a proibição, o delegado não deu informações.
No fim de semana, a polícia encontrou uma mangueira de gás danificada no restaurante. Peritos e bombeiros militares encontraram ainda seis botijões, um deles ainda vazando.
"Agora precisamos verificar se esse gás liberado foi capaz de causar a explosão", disse mais cedo o delegado. Segundo Bonfim, o proprietário do Filé Carioca mentiu sobre a localização dos cilindros de gás que abasteciam a cozinha do restaurante. De acordo com a polícia, ele afirmou que os botijões ficavam em um local arejado, porém a perícia constatou que os cilindros estavam confinados em um ambiente inadequado.
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